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Policial
Noticia de: 16 de Abril de 2018 - 14:00
STF nega habeas corpus e mantém prisão de envolvidos em fraudes financeiras



 
 

Supremo Tribunal Federal (STF) negou novo habeas corpus a Celso Éder Gonzaga de Araújo e Sidnei dos Anjos Peró, presos pela Polícia Federal no ano passado, durante a Operação Ouro de Ofir. Com apoio de Anderson Flores de Araújo, também preso, e de Ricardo Machado Neves, foragido, eles operavam esquema de pirâmide financeira que movimentou cifras milionárias em todo o Brasil, deixando aproximadamente 25 mil vítimas.

Segundo decisão do ministro Ricardo Lewandowski, a manutenção da prisão tem como primeiro objetivo garantir a ordem, uma vez que, mesmo depois da descoberta das fraudes e das consequentes prisões, outras pessoas continuam com os golpes. Nas redes sociais e grupos de WhatsApp, supostos corretores ligados aos chefes do bando, identificados como "mulas das fraudes", mantêm garantias de pagamentos e seguem a aliciar novas vítimas para as pirâmides.

"[...] os demais denunciados continuam desempenhando suas atividades no grupo criminoso, sendo que para isso estão utilizando terceiras pessoas para disseminar informações que apontam o erro ou o propósito deliberado das instituições federais de impedir a liberação dos recursos negociados pelos acusados", justifica o ministro.

Na decisão publicada no último dia 13, ele lembrou especificamente que Celso Éder já foi condenado por porte ilegal de arma de fogo e encontrava-se cumprindo pena por tal delito quando foi novamente preso por ocasião dos fatos relativos às investigações da PF, igualmente, portando outra arma. O trio tem pedidos de liberdade negados de forma reiterada desde dezembro. Em fevereiro, Celso e Anderson chegaram a receber tornozeleiras eletrônicas, mas a decisão foi revista.

OURO DE OFIR

A operação realizada em novembro de 2017 culminou na prisão de Celso, gerente da empresa Company Consultoria Empresarial Eireli, localizada no Jardim São Francisco e usada para legitimar os golpes, juntamente com Anderson, Celso e Ricardo. Eles coordenavam as operações SAP, abreviação para o nome de Peró, e Aumetal. A ação consistia em “típica fraude para burlar tanto o fisco federal como as supostas vítimas que acreditam estarem investindo num negócio lícito e devidamente declarado, com respaldo das autoridades federais de fiscalização”, lê-se no relatório policial. 

Os investidores aplicavam cotas a partir de R$ 1 mil e chegavam a assinar contratos falsificados, acreditando que futuramente receberiam milhões dos recursos da mina. O valor pago por eles na SAP e Aumetal, afirmavam os golpistas, seria apenas para cobrir despesas com o processo. Porém, quanto mais fosse investido, maior seria o benefício.

Durante a operação, a PF descobriu que aproximadamente 25 mil pessoas foram lesadas em todos os estados da federação. Algumas chegaram a aplicar de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. Porém, novas operações similares a SAP e a Aumetal foram descobertas recentemente, o que leva a polícia a crer em prejuízo bilionário. Sugiram a Operação Zim, com moedas do Zimbábue, Mariah, Londres, Suíça, G4 e até mesmo Armagedom. A Polícia Civil também investiga o caso.

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