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Saúde
Noticia de: 26 de Julho de 2018 - 11:31
Cinco cidades de MS estão em alerta para baixa imunização contra poliomielite



 
 

Alerta é para que a doença erradicada desde 1990 no Brasil não retorne, para isso é preciso imunizar 95% das crianças menores de cinco anos - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado

 
 

Cinco municípios de Mato Grosso do Sul estão em estado de alerta, de acordo com a lista divulgada pelo Ministério da Saúde, sobre as cidades com baixa cobertura da vacina contra a poliomielite.

 Ao todo 312 cidades do país estão abaixo de 50% da meta de imunização de crianças menores de cinco anos. No Estado, Miranda conta com 45,83%, Ladário 42,04%, Amambai 40,55%, Japorã 11,41% e Ivinhama com a menor porcentagem, 3,19%.

A pouco mais de dez dias do início da campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo, que será realizada entre os dias 6 e 31 de agosto, com o Dia D marcado para dia 18, a reporgem entrou em contato com os cinco município em busca de respostas para a baixa imunização.

Segundo o secretário de Saúde da cidade de Amambai, Leonildo Acosta Martins, a cobertura na cidade é de quase 90%, diferente da publicação do Ministério, e explicou que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), responsável pela imunização dos indígenas na região, não havia repassado o número de crianças vacinadas para contabilizar o município inteiro. Até o fechamento da matéria não conseguimos entrar em contato com a Sesai.

Para Martins, um dos problemas é a falta de documentação. “Já conversei no hospital e cartório para fazermos um mutirão e regularizar a documentação deste público”, disse completando que não terá tempo hábil para que todos estejam com seus devidos documentos até a campanha, mas afirmou que todas as crianças são atendidas e imunizadas.

A enfermeira Coordenadora de Imunização de Ivinhema, Deise Govzi, informou que o sistema de alimentação de dados do Ministério da Saúde estava em manutenção, o que dificultou a transmissão dos dados das crianças vacinadas, mas que entrou em contato com o Ministério e o problema já foi solucionado. Ela explicou que está de férias e não poderia passar dados ou o números de crianças imunizadas.

Em resposta, a assessoria do Ministério da Saúde disse ser de conhecimento que há problemas na manutenção do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) e o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) tem envidado esforços para fazer as correções.

Em várias tentativas de entrar em contato com as secretarias de saúde das cidades de Ladário, Japorã e Miranda, a reportagem não conseguiu respostas.

O alerta do Ministério da Saúde é para que a doença, que está erradicada no país desde 1990, não volte. Para isso é preciso que 95% das crianças menores de cinco anos sejam imunizadas.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), Carla Domingues, em reunião com a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) disse que o risco existe para todos os municípios que estão com coberturas abaixo da meta. “Temos que ter em mente que a vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite e de outras doenças que não circulam mais no país. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. É uma questão de responsabilidade social”.

Carla ressaltou que as vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante o ano todo, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno.

A DOENÇA
A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

ORIENTAÇÃO
O Ministério da Saúde orienta que os gestores dos Estados que estão abaixo da meta de vacinação organizem suas redes possibilitando readequação da rotina de horários mais compatíveis para atendimento da população. Importante reforçar as parcerias com as creches e escolas, ambientes que potencializam o envolvimento do núcleo familiar, outra orientação é para que estados e municípios mantenham os sistemas de informação devidamente atualizados.

Fonte -  Portal Correio do Estado

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