PUBLICIDADE
Economia
Noticia de: 14 de Janeiro de 2019 - 08:25
Com “ameaça” de Guedes ao Sistema S, cooperativas defendem instituições



 
 
Cooasgo, a Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (Foto: Divulgação)Cooasgo, a Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (Foto: Divulgação)

Um dos primeiros anúncios da equipe ministerial do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ocorreu antes mesmo que ele tomasse posse. A declaração do superministro da Economia, Paulo Guedes, em dezembro de 2018, de que iria “passar a faca” no Sistema S preocupou o setor. Formado por 9 instituições de caráter privado, patronais, as entidades que integram esse conglomerado têm o objetivo de promover formação profissional, assistência social, lazer, cultura e educação.

A lista de serviços inclui atividades ligadas às federações da indústria, comércio, agricultura, transporte, cooperativas e micro e pequenas empresas, que abocanham até bilhões em contribuições compulsórias repassadas pela Receita Federal.

Um dos setores que podem esperar transformação, “caso a faca seja passada” pelo ministro é o cooperativismo. Em Mato Grosso do Sul, em torno de 95 cooperativas formam o sistema da OCB-MS (Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso do Sul). As contribuições compulsórias, que oneram 2,5% sobre a folha de pagamento das entidades, sustentam o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), uma das 9 instituições do Sistema S.

Em 2018, a Receita Federal repassou R$ 372.385.571,42 à central do Sescoop. O serviço, em Mato Grosso do Sul, arrecadou R$ 4.237.159,25 entre janeiro e outubro de 2018.

O presidente da OCP, Celso Ramos Régis, durante um dos cursos oferecidos pela Sescoop (Foto: Divulgação)O presidente da OCP, Celso Ramos Régis, durante um dos cursos oferecidos pela Sescoop (Foto: Divulgação)

Presidente da OCB-MS, Celso Ramos Régis, afirma que os valores do Sescoop são os menores entre as instituições do Sistema S e não representam “nem 1%” do que as entidades arrecadam. Ele acredita que no anúncio do governo sobre os cortes “há um equívoco”. Isso porque, explica ele, não são recursos públicos, mas é essa é a impressão que o governo passa à população.

“O que há é uma oneração da folha, eu prefiro pagar os 2,5% e ter os treinamentos”, comenta. “O Sistema S surgiu na década de 1940 em São Paulo. O governo não tinha forma de preparar a mão de obra, isso é um modelo inglês em que o próprio empreendedor forma mão de obra, eles instituíram uma taxa para que cada um recolhesse, baseado na folha, para formação dos empregados”.

O presidente afirma que a regulamentação, por meio de legislação específica, ocorreu para que todas as empresas, comércios e cooperativas contribuíssem, tornando o sistema mais organizado. “Acontece que um pagava e outro não, aí o governo instituiu para que todos pagassem. Surgiu primeiro da indústria e comércio, mais tarde, na década de 80 criou-se o Senar, e o último é o Sescoop, de 1998”.

“O Sescoop não dá 1% do total do Sistema S. No Sescoop temos uma meta nacional que é ter 80% do recurso aplicado na atividade-fim e só 20% na atividade meio. Hoje em Mato Grosso do Sul estamos com 78% em atividade-fim e 22% na atividade-meio, somos um dos melhores indicadores do Brasil”, defende. Segundo ele, o uso da verba inclui cerca de 20 cursos oferecidos aos cooperados em áreas como Gestão, MBA em Marketing e formação de líderes –que e ajudam na organização interna das cooperativas.

“Até setembro as cooperativas que solicitam, encaminham quais são as necessidades que elas têm. A diferença do sistema cooperativista para os demais é que aqui é o dono do negócio são milhares, porque o modelo cooperativo é diferente”, pontua Celso. Em Mato Grosso do Sul, afirma, “os fortes” são as cooperativas de agropecuária, crédito e saúde.

Silos da Cooasgo, em São Gabriel do Oeste (Foto: Divulgação)Silos da Cooasgo, em São Gabriel do Oeste (Foto: Divulgação)

Desorganização – O presidente acredita que o principal impacto dos cortes seria na organização das contribuições. As cooperativas, afirma ele, “escolheriam continuar contribuindo”. Sem a obrigatoriedade, porém, reconhece que as arrecadações seriam desiguais.

principal  |  voltar  |  imprimir

Últimas Noticias

.
14/08/2019 - 12:24  Dólar volta a ser negociado acima de R$ 4 com cautela renovada no exterior
23/04/2019 - 09:41  Preço do litro do leite registra média de R$ 1,03 no primeiro trimestre em MS
09/04/2019 - 10:30  Economia 08/04/2019 16:40 Pela 5ª semana consecutiva, gasolina sobe e chega a R$ 4,51 em MS
26/03/2019 - 09:26  Economia Receita já recebeu quase 6 milhões de declarações do Imposto de Renda
25/03/2019 - 15:30  MS tem melhor resultado desde 2014 com mais de 22 mil admissões
21/03/2019 - 10:45   CONTA DE LUZ Conta de luz pode ter aumento de 15% a partir de abril em MS
15/03/2019 - 10:32  Aumento expressivo no preço do feijão puxa inflação na Capital
14/03/2019 - 12:14  Estado espera R$ 9 milhões do Fundersul do eucalipto
12/03/2019 - 10:49  Petrobras aumenta pelo 2° dia seguido o preço da gasolina
12/03/2019 - 10:20  Enem terá nova diagramação para economizar papel
08/02/2019 - 08:26  Abates de bovinos crescem 3% e vendas rendem R$ 2 bilhões a MS
07/02/2019 - 09:36  Celulose segura balança e MS tem superavit de US$ 163 milhões
04/02/2019 - 09:36  A R$ 3,32, etanol no Estado está 19% mais caro do que média nacional
31/01/2019 - 08:29  Safra de cana terá avanço de 6% este ano no Estado
28/01/2019 - 09:04  Algodão deve render 10% a mais em MS
16/01/2019 - 08:30  Soja rende mais de R$ 12 bilhões para produtores do Estado
14/01/2019 - 15:09  Receita abre consulta a restituição do Imposto de Renda de 2008 a 2018
11/01/2019 - 11:06  O bilionário negócio do cigarro eletrônico toma conta
11/01/2019 - 08:16  Setor reage e exportações de carne bovina superam R$ 2 bilhões
10/01/2019 - 08:24  MS tem 12 cidades entre as 100 mais ricas do agronegócio
 
 
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE