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Noticia de: 14 de Junho de 2019 - 11:48
Conselheiros pedem saída de diretor da Santa Casa



 
 

Falta de transparência, nepotismo, perseguição a conselheiros, terceirização, dívida, desvio de doações, construção de área de lazer em vez de atender a outras necessidades, compra de palmeiras exóticas, rompimento com a Unimed e até mesmo denúncia de casos de violência doméstica levaram os conselheiros da Associação Beneficente de Campo Grande, Wilson Teslenco e Jesus Alfredo Ruiz Sulzer, a pedir a renúncia da Diretoria Executiva da Santa Casa, o que inclui o presidente do hospital, Esacheu Nascimento, e ainda a antecipação das eleições na instituição. 

O pedido foi encaminhado na terça-feira (11) e ainda não há resposta por parte dos diretores do maior hospital do Estado. Teslenco antecedeu Nascimento na presidência da Santa Casa. 

“[A renúncia] É uma sugestão. Pela postura que a diretoria tem, toda a voz dissonante é considerada crítica e tratada como perseguição. Acredito que eles continuarão agindo de forma arbitrária, isolando o conselho”, adverte Wilson Levi Teslenco, conselheiro e ex-presidente da instituição. 

Em 2019, a Santa Casa de Campo Grande completa 102 anos, mas, infelizmente, não tem nada o que comemorar, pois, segundo os conselheiros, inúmeros problemas estão acontecendo na entidade, como falta de transparência e nepotismo, uma vez que a diretora clínica Ana Tereza Martins Alcântara é esposa do presidente do Conselho Fiscal da ABCG, Nasser Mústafa. 

Segundo a carta assinada pelos conselheiros Jesus Alfredo Ruiz Sulzer e Wilson Levi Teslenco, outro ponto é a perseguição a conselheiros que “ousam” se manifestar contra atos ou decisões tomadas pela diretoria. Eles relatam que o presidente, Esacheu Nascimento, é centralizador e quando os conselheiros pedem informações referentes a contratos de terceirização e outros documentos são vítimas de perseguição e processos éticos.   

Um dos pontos mais alarmantes elencados pelos conselheiros é o excesso de contratação, pois não há informações disponíveis a respeito do número de funcionários contratados pela Santa Casa.

 Os conselheiros levantaram dados extraoficiais de que há mais de três mil funcionários no hospital, fato que agrava a situação financeira da Santa Casa.    

Uma das ocorrências mais graves apontadas pelos conselheiros está relacionada à devolução do hospital à ABCG pela junta interventora com uma dívida consolidada em torno de R$ 168 milhões. 

Quando a atual administração assumiu, os valores estavam abaixo de 100 milhões, considerando as dívidas bancárias e com fornecedores. 

Hoje, os débitos ultrapassam R$ 250 milhões. No total, foram elencadas 13 situações, entre elas, comportamento incompatível, desvio de doações, construção de academia e desvio de finalidade.

Diante dos problemas, os conselheiros propuseram a imediata renúncia da Diretoria Executiva e Conselhos e a consequente antecipação de convocação de assembleia geral para eleição de novos conselheiros e gestores. O documento foi entregue no dia 11, às 16h30min, e recebido pelo diretor-secretário da Santa Casa, Arly Rosa Serra. 

“As pessoas que renunciaram serão substituídas por outros nomes indicados pela direção. Eu espero que eles atuem de forma crítica e não fiquem aplaudindo a atuação da direção, para que efetivamente possam contribuir com a melhoria e o equilíbrio do hospital”, argumenta Teslenco.
 
CÂMARA  

A Santa Casa de Campo Grande pediu mais prazo à comissão especial formada por vereadores para entregar os relatórios contendo informações do plano de contas, balanço patrimonial, convênios firmados, receitas e repasses provenientes da União, Estado e município.

O problema é tão grave que a Santa Casa ficou de fora do repasse de R$ 5,2 milhões para beneficiar 155 entidades assistenciais, que são resultado de emendas parlamentares. A verba do Fundo Municipal de Investimentos Sociais (Fmis) pode ser repassada anualmente e cada um dos 29 parlamentares municipais poderia destinar até R$ 180 mil para diferentes instituições. 

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