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Noticia de: 23 de Agosto de 2019 - 10:26
Megapartido pode ter ministros, governador e prefeito da Capital



 
 

Fusões partidárias para as eleições de 2020 estão sendo debatidas e a instalação de um megapartido pode resolver problemas regionais das siglas. Esse é o caso da parceria do Democratas (DEM) com os tucanos do PSDB, em Mato Grosso do Sul. O alinhamento continua com o PSD, do prefeito Marcos Trad, e as três agremiações têm sinalizado aliança.

As tratativas estão avançadas sobre a fusão dos três partidos para apoiar a reeleição do prefeito de Campo Grande, bem como aproveitar e colocar um vice do Executivo Municipal do PSDB para 2020.

Em contrapartida, o apoio do DEM seria retribuído com a pré-candidatura do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nas eleições para governo do Estado, trazendo junto a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, José Carlos Barbosa (DEM), o Barbosinha, declarou que em março de 2020, com a abertura da janela partidária, o cenário eleitoral terá várias construções e existe a possibilidade de a aliança continuar com os tucanos. O Democratas declarou também que as parcerias nacionais não serão taxativas para definir as regionais. 

“Podemos ter o nome do Mandetta para governador”, acrescentou Barbosinha.

O deputado do DEM pretende se candidatar a prefeito de Dourados. Segundo ele, nos municípios as alianças poderão ser outras também, diferentes das regionais. “Estou com diálogos muito fortes e que estão fechados, mas não vou revelar minhas estratégias”, declarou Babosinha sobre as parcerias dentro do município. 

Além dele, Marçal Filho (PSDB) e Renato Câmara (MDB) também querem ser candidatos a prefeito de Dourados.
A bancada do PSDB na Casa de Leis tem confirmado a possibilidade de aliança com o DEM e o PSD. O deputado Felipe Orro (PSDB) também reforçou a afinidade entre os partidos. “O PSD tem muita proximidade com o governo”, declarou Orro.

PROIBIDAS POR LEI

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que as fusões de partidos serão “normais”, em razão da proibição, por lei, de coligações proporcionais. “Eu acho que os partidos vão se movimentar para alguma fusão ou alguma unificação após as eleições municipais; será a primeira eleição sem coligações”, afirmou Azambuja.

O governador disse também que a nova legislação deve resultar em uma diminuição no número de partidos. “Não cabe na estrutura política brasileira, sem coligação, 32 partidos; vamos ter uma diminuição, mas acho que isso só vai ocorrer pós a eleição do ano que vem. Isso vai ser avaliado pelas executivas, nada vai acontecer antes das eleições municipais”, disse.

ALIANÇA NACIONAL

A nível nacional, a costura também está bastante avançada. Os três partidos começaram a discutir a fusão das três siglas em única legenda para disputar as eleições de 2022 para a presidência da República, os governos de estado, a Câmara dos Deputados, Senado e legislativos estaduais.

Para a presidência, o PSDB está apostando no governador do estado de São Paulo, João Doria.

Os líderes dos três partidos estão com conversas avançadas e pensam em formar uma sigla, porém, não divulgaram o nome do novo partido.

A ideia é de que as três siglas se organizem em 2021 com o objetivo de participar nas eleições de 2022.

De acordo com informações do presidente do PSD nacional, Gilberto Kassab, a nova legislação que proíbe coligações nas eleições proporcionais tem impulsionado as junções de partidos.

Doria e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, estão se aproximando cada vez mais. Maia chegou a participar da filiação que ocorreu nesta semana do deputado federal Alexandre Frota ao PSDB.

FIM DAS COLIGAÇÕES

A partir das eleições de 2020, não existirão mais coligações partidárias para eleições proporcionais, que são aquelas utilizadas para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores, de modo que cada partido deverá lançar sua própria chapa visando esses cargos. As coligações passam a existir apenas para as eleições majoritárias (prefeitos, governadores e presidente). A questão é polêmica e deve promover mudanças nos partidos.

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