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Mundo
Noticia de: 07 de Dezembro de 2017 - 10:31
Hamas convoca nova intifada após anúncio de Trump sobre Jerusalém e Cisjordânia já registra confrontos



 
 

Manifestantes muçulmanos queima bandeira de Israel em Peshawar, no Paquistão, após Donald Trump anunciar transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém (Foto: Fayaz Aziz/Reuters)

 
 

 

 

 

 O Hamas, movimento islâmico com atuação política e um braço armado, convocou nesta quinta-feira (7) uma nova intifada um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A intifada é o termo utilizado para fazer referência à revolta palestina contra a política de expansão do governo de Israel.

 

Confrontos de manifestantes contra tropas israelenses já são registrados em Ramalah (onde fica a sede da Autoridade Palestina) e Belém. Em Jerusalém há protestos também.

 

O jornal israelense "Haaretz" recebeu do Crescente Vermelho a informação de que cinco palestinos ficaram feridos num ponto de controle em Al-Birah, perto de Ramallah. Outros dois se feriram nas localidades de Qalqilyah e Tul Karm. Em Gaza, um palestino ficou seriamente ferido, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.

 

"Devemos convocar e devemos trabalhar no lançamento de uma intifada diante do inimigo sionista", disse o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em um discurso em Gaza.

 

A decisão de Trump é polêmica porque os palestinos defendem que Jerusalém Oriental seja a capital de seu futuro Estado e a comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo. (Entenda).

 

Apesar dos diversos apelos da comunidade internacional para que o presidente dos EUA não tomasse essa decisão de reconhecer Jerusalém como capital israelense, Trump anunciou na quarta-feira (6) que pediu ao Departamento de Estado que inicie o processo de transferir para lá a embaixada americana atualmente instalada em Tel Aviv.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na quarta-feira que o reconhecimento marca "um dia histórico" e "um importante passo para a paz". Foi uma das poucas autoridades políticas a saudar a decisão de Trump.

Temendo revoltas, porém, o governo de Israel já implementou reforços militares na Cisjordânia após o anúncio de Trump.

 

Em seu discurso, feito na Casa Branca, Trump afirmou que o anúncio marca “o começo de uma nova abordagem no conflito entre Israel e palestinos".

 

História do Hamas e as intifadas                                                   

 

O Hamas é a sigla em árabe para Movimento de Resistência Islâmica. O grupo, que é o maior entre os islâmicos militantes palestinos, defende a criação de um único Estado palestino que ocuparia a área onde atualmente estão Israel, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

 

A agremiação surgiu após o início da primeira intifada contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, em 1987. Nesta ocasião, crianças que jogavam pedras nos tanques foram mortas por Israel, provocando a indignação da comunidade internacional.

 

segunda intifada começou em 29 de setembro de 2000 e durou quatro anos. Os conflitos deixaram milhares de mortos dos dois lados do lado palestino e israelense.

 

Em 2006, o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas, o que provocou um racha com o grupo Fatah (fundado pelo líder palestino Yasser Arafat ) dentro da Autoridade Nacional Palestina.

A divisão fez com que o Hamas passasse a controlar a Faixa de Gaza, a partir de 2007, e o Fatah ficasse com o comando da Cisjordânia (atualmente liderada por Mahmoud Abbas). Israel considera o Hamas um grupo terrorista. Eles não dialogam.


Repercussão


Oito países pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A presidência japonesa do Conselho informou à agência France Presse que a reunião será realizada na manhã de sexta-feira (7).


António Guterres, secretário geral da ONU, afirmou que “não há alternativa à solução com dois Estados, não há plano B”, pela qual o órgão irá continuar trabalhando, segundo a Reuters.

O presidente dos EUA recebeu ampla condenação de líderes políticos muçulmanos


Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, afirmou que Trump viola "todas as resoluções e acordos internacionais" com a decisão.


O Kremlin, por sua vez, disse que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel está levando a um "racha" na comunidade internacional.

 

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou que reconhecer Jerusalém como capital de Israel "coloca o mundo, e especialmente a região [o Oriente Médio], em um círculo de fogo", declarou - a Turquia é um importante aliado militar dos americanos.

 

Um comunicado do Palácio Real da Arábia Saudita, outro aliado dos EUA, chamou a decisão de "irresponsável".

 

Na Europa, os líderes da França, Reino Unido e Alemanha, entre outros, condenaram a mudança da embaixada. Emmanuel Macron chamou o anúncio de "lamentável", enquanto Theresa May disse que o episódio é "pouco útil" para uma solução pacífica. Angela Merkel sublinhou que Berlim "não apoia essa atitude".

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