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Noticia de: 12 de Agosto de 2019 - 10:55
Onze dias após retirar índios, Polícia Militar permanece em fazenda



 
 



Policial militar aborda veículo em estrada de acesso à fazenda de onde índios foram retirados no dia primeiro. (Fotos: Direito das Ruas)Policial militar aborda veículo em estrada de acesso à fazenda de onde índios foram retirados no dia primeiro. (Fotos: Direito das Ruas)














Há 11 dias, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul mantém equipes dentro e no entorno da fazenda em Aquidauana, a 135 km de Campo Grande, de onde foi retirado, no dia 1º de agosto, grupo de 200 índios, entre eles representantes da etnia Kinikinau, que vivem espalhados entre outros povos indígenas, por não ter terra demarcada. Segundo a investigação feita pelo Campo Grande News, são policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais), do Batalhão de Choque, do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e Polícia Militar Rodoviária e também de unidades da região, como a Cavalaria de Nioaque.

A tropa, constantemente renovada, é de pelo menos 30 homens. Parte deles ficam na sede da Fazenda Paraíso, vizinha à Água Branca, onde houve a invasão e despejo, onde também há efetivo militar. Nas estradas de acesso, revistam quem passa, principalmente se forem indígenas, conforme informações repassadas pelo escritório da Funai (Fundação Nacional do Índio) na região e por lideranças dos terena, etnia que está dando apoio ao movimento dos kinikinau. Ninguém quer se identificar por medo de represália.

Uma das lideranças informou que sete caciques da região estão se mobilizando para acionar o MPF (Ministério Público Federal) contra a presença policial. Quando ocorreu a retirada dos índios, o MPF anunciou que investigaria a forma como tudo aconteceu, por não ter havido ordem judicial e por envolver índios reivindicando terras, situação na qual, pela Constituição de 1988, é a Polícia Federal quem deve atuar.

A PF, por sua vez, afirmou no dia seguinte ter acompanhado, com uma equipe de inteligência, e validou a ação da corporação estadual. A alegação foi de que, como não se trata de terra reconhecida como indígena nem existe litígio sobre a área, pertencente à Fundação Bradesco, tratava-se de atuação contra “invasão em um imóvel privado, com danos ao patrimônio”.

Imagem enviada ao Campo Grande News mostra equipe policial na estrada da propriedade rural
(Foto: Direto das Ruas)Imagem enviada ao Campo Grande News mostra equipe policial na estrada da propriedade rural (Foto: Direto das Ruas)

A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) afirmou que a Polícia Militar agiu para combater crimes de ameaça, furto qualificado, danos e crimes ambientais

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